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O Céu na Terra


por Christina Nunes

Estes dias veio a notícia de que a Lúmen Editorial cresceu. Mudou seu endereço de sede; acolheu novos nomes para o rol de autores da sua família de trabalhadores da seara espírita. São as notícias alvissareiras em meio aos vendavais dos nossos tempos; é o frescor da chuva bem-vinda, refrescando o calor da terra árida das nossas lutas nos palcos materiais; são as flores inéditas, encantadoras, que chegam para embevecer os nossos olhos ao longo da estrada infinita, e no decorrer dos nossos caminhos fugazes neste mundo.
A literatura espírita descortina às nossas vistas o panorama mais amplo do que concerne à existência. Possuí o condão de antecipar aos nossos sentidos materiais limitados à devida compreensão da realidade maior, subjacente por debaixo da que nos resta contemplada parcialmente, na vida corpórea. Por intermédio do trabalho conjunto das equipes da vida invisível com os amigos da lide espírita, com autores e médiuns reencarnados, alcançamos a visão mais acertada das causas primeiras de todas as coisas e de todos os acontecimentos aparentemente contraditórios, caóticos, despojados de justiça, assim sentidos num primeiro julgamento da hora que passa.
Percebemos com clareza, e de dentro da lógica irrefutável presente nos enredos e no conteúdo doutrinário das lições veiculadas pela espiritualidade amiga, que a vida é eterna, e que seus episódios, tanto os mínimos do nosso cotidiano, quanto os maiores do contexto mundial, obedecem nada mais que à lei suprema dos efeitos conseqüentes às causas desencadeadas por cada um de nós, agora ou no passado remoto e ora obscuro às nossas recordações embotadas pelo processo de reencarnação vigente. Sem embargos, o perfil coletivo de uma nação, compreendendo índole, aspectos culturais, sociais, e iniciativas de amplitude nacional de maior ou menor impacto sobre os demais povos, são responsáveis, n'algum grau, pela destinação de todas as demais nações como um todo, a longo ou a curto prazo, tanto quanto as nossas pequenas realizações no dia-a-dia, durante a convivência com o nosso próximo, motivam reações positivas ou negativas em conjunturas que nada refletem que não mero eco, correspondente e exato para cada hálito e ato ínfimo que realizamos.
É, portanto, o céu, representativo secular da nossa continuidade e transitoriedade neste mundo ilusório das formas, se fazendo como nunca presente e eloqüente, de maneira inegável, para todos os que se vêem temporariamente empenhados no aprendizado árduo das lides materiais terrenas. Profissionais da literatura espírita, autores, médiuns, dirigentes e trabalhadores de Casas espíritas e equipes espirituais assistentes, pois, atuando em sintonia, e em toda e qualquer frente onde a palavra provinda das outras esferas, proclamadora da liberdade da Vida Maior, nos anuncia, nestes tempos de transição planetária, que é chegada a hora do homem se assumir não somente como cidadão planetário, comprometido com o dever de amor e de respeito para com cada aspecto da Criação divina do orbe. Mas também como cidadão cósmico, cuja procedência primeira se perde nas noites dos tempos longínquos vividos n'outros mundos e n'outras dimensões, e cuja destinação se volta para a sua evolução rumo às ignotas esferas de Luz existentes no Universo, bastando, para isso, que, imbuídos neste trabalho monumental de Amor, não nos percamos do farol seguro outrora legado à humanidade pela maestria divina do Mestre Jesus.

Christina Nunes é médium psicógrafa e recebeu os livros Sob o Poder da Águia, Elysium e Entre Jesus e a Espada, todos editados pela Lúmen Editorial.

     
 
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