Lançado na Bienal do Rio de Janeiro em 2009, o romance Almas Aprisionadas, do espírito Amadeu e psicografia de Renato Modesto, foi um dos destaques da Lúmen Editorial no ano de 2009 e trouxe, em seu enredo, um pouco da História do Brasil no século XIX, período em que o país saía da escravidão e estava prestes a entrar na era da industrialização no início do século XX. "É uma história de amor muito emocionante, que tem como pano de fundo essa fase final do Império", comenta o médium.
Renato Modesto, o médium que trabalha com o espírito Amadeu, é conhecido pelo seu trabalho profissional: ator, dramaturgo, roteirista da Rede Globo e escritor de novelas, ele já conta em seu currículo com várias premiações por seu trabalho artístico. Renato psicografou também a obra Muitas Vidas, um Amor, também de Amadeu, um romance que se passa na França entre os séculos XVII e XVIII.
Almas Aprisionadas, que tem como subtítulo Amor e Intriga no Brasil Imperial, tem 240 páginas, criação gráfica e capa do estúdio Casa de Idéias e custa R$ 28,90.
Uma história emocionante - Desde a primeira vez que seus olhos se encontraram, Heloísa e Gabriel sentiram os corações baterem mais forte. A chama do amor se acendia, o sentimento mais nobre começava a unir duas almas afins.
Mas os tempos eram outros. No Brasil Imperial do final do século XIX, predominavam o jogo de interesses, a falsidade da alta corte, as amizades de conveniência e os casamentos arranjados. Heloísa, uma jovem pura e digna, representante dos Albuquerque de Sá, estava prometida para Otaviano, um jovem ambicioso e herdeiro dos Moura Ferraz. As fortunas seriam uma só, o futuro estaria garantido para todos.
Porém, Heloísa era uma mulher diferente. Abolicionista, de personalidade forte, ela não mediria esforços para ser fiel a seus sentimentos e a seus princípios. Lutaria pelo amor de Gabriel, um humilde professor de origem espanhola, sempre defensor dos mais fracos.
No plano espiritual, o espírito Eulália, apaixonada por Otaviano, o acompanha de maneira perturbada e obsessiva. Não aceitaria jamais a união do seu amor de outras vidas com Heloísa, a quem desprezava. Quem vencerá essa batalha? Onde caberá o perdão e a transformação de cada um para o início de uma nova história?
Renato Modesto - Renato Modesto nasceu em São Paulo no dia 15 de agosto de 1967. É casado e pai de uma filha, Maria Luiza. Ator, dramaturgo, escritor e roteirista, Renato teve contato com o Espiritismo desde muito cedo. Seu avô paterno, José Modesto, era um ativo participante do movimento espírita de Uberaba (MG) na primeira metade do século XX, e dona Maria Modesto Cravo, uma das primas dele, era fundadora e médium psicofônica do Sanatório Espírita da cidade.
Na adolescência, Renato viveu suas primeiras experiências mediúnicas com freqüentes desdobramentos e projeções conscientes, ocasiões em que teve a oportunidade de se comunicar diretamente com os amigos espirituais.
Aos 14 anos, viveu uma experiência única. Seu corpo foi tomado por intenso magnetismo e, durante quase 48 horas, conseguiu mover objetos apenas com a aproximação da mão, sem tocá-los. O fenômeno nunca mais se repetiu, mas Renato intuiu que poderia usar essa energia para a aplicação de passes curativos. Nessa época, então, passou a freqüentar a Federação Espírita do Estado de São Paulo e a estudar as obras básicas da Doutrina Espírita, em especial O Evangelho Segundo o Espiritismo, cujos conceitos lógicos, coerentes e cristãos conquistaram-no definitivamente.
No ano de 2003, Renato Modesto iniciou o trabalho de psicografia. A princípio, o treinamento foi realizado por intermédio de pequenas mensagens, até que a sintonia mediúnica estivesse afinada. Em 2004, surgiu a primeira comunicação do espírito Amadeu, autor espiritual dotado de grande sabedoria e bondade. O convite para a psicografia de um romance veio em 2005, estabelecendo-se, assim, uma parceria que promete perdurar por muito tempo.
Mas as atividades de Renato Modesto não se restringem ao trabalho espiritual. Ao contrário, ele conta em seu currículo com marcantes passagens pelo teatro e pela televisão desde 1984, quando começou a atuar profissionalmente. Recebeu o prêmio de melhor ator coadjuvante, em 1987, da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), pelo trabalho na peça Lobo de Ray-ban (de Renato Borghi, com Raul Cortez e Christiane Torloni), e o primeiro lugar no Concurso de Dramaturgia do SESI-SP, em 1995, com a peça É o Fim do Mundo!. É autor da peça O Martelo (encenada em São Paulo, em 1998, com Ney Latorraca, Bárbara Bruno Goulart e Eddy Botelho). Atuou como ator em televisão na minissérie Todas as Mulheres do Mundo (Globo), no especial A Mulher do Porshe Lilás (Globo) e nas novelas Fascinação e Pérola Negra (SBT). Renato Modesto é também autor-roteirista da Rede Globo de Televisão desde 1998. Entre outros trabalhos, foi co-autor, com Walther Negrão, das novelas Como Uma Onda (2005) e Desejo Proibido (2007).