A RÉPLICA DE ARECIBO – MENSAGEM DECIFRADA

 22 Maio 2015   Em:
Astronauta Marcos César Pontes e Pedro de Campos

Astronauta Marcos César Pontes e Pedro de Campos

Durante a década de 1970, na Inglaterra, começaram a surgir fenômenos inusitados que receberam o nome de “crop circles”. Eram figuras geométricas e círculos de grandes dimensões que surgiam da noite para o dia nas plantações de trigo, cevada, milho e outros cereais, sem explicação plausível. Os proprietários nada tinham feito para o surgimento dos desenhos e ainda tinham de arcar com pequenos prejuízos. A polícia foi acionada. Nas investigações, notou-se que as formas geométricas podiam ser mais facilmente percebidas quando à distância do solo, nas alturas, com o observador a bordo de avião ou helicóptero.

De modo curioso, o fenômeno alastrou-se para outros países da Europa nas mesmas circunstâncias incomuns e foi pesquisado com metodologia científica. Peritos de renome entraram na investigação e as incidências foram classificadas como sugestivas de terem origem vinculada à Ufologia – havia chance de o agente motor ser exterior à Terra. No Brasil, os chamados “agroglifos” tiveram sua primeira incidência em 2008, no estado de Santa Catarina, vindo a repetir-se nos anos seguintes.

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O nosso propósito nesta postagem é mostrar o caso ufológico que ficou conhecido mundialmente como “A Réplica de Arecibo”, um conjunto de agroglifos sugestivo de ser uma mensagem alienígena endereçada à Terra. Tivemos a oportunidade de fazer isto em Araçatuba, durante o Cosmos X, congresso organizado pelo Instituto de Astronomia e Pesquisa Espacial – INAPE, no qual esteve presente também o primeiro astronauta brasileiro, Marcos César Pontes,

 

A famosa “Réplica” não chegou ao equipamento de Porto Rico, onde está o radiotelescópio que os cientistas no passado, a 16 de novembro de 1974, tinham enviado, em códigos binários, um “alô da Terra aos ETs”, mas sim a Hampshire, na Inglaterra, aonde os desenhos surgiram da noite para o dia nas plantações de trigo do famoso radiotelescópio de Chilbolton.

 

A chamada “mensagem-resposta” foi recebida 27 anos depois, a 19 de agosto de 2001, ao lado do radiotelescópio, no terreno da instituição, a qual não autorizou ninguém a fazê-lo. A rigorosa polícia inglesa, por sua vez, fez exaustivas investigações para achar os responsáveis, mas não encontrou indícios de ação do homem nem responsabilizou ninguém, não abriu inquérito. Ao contrário, os testemunhos apontavam algo insólito – o “alô da Terra aos ETs” parecia ter sido respondido.

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O agroglifo-resposta estava composto de um conjunto de desenhos enigmáticos na plantação de trigo do radiotelescópio, feito em forma de códigos binários que exigia decifração. Após estudos cuidadosos, concluiu-se que a mensagem de agora era uma resposta aos informes enviados pelo homem ao espaço vinte e sete anos atrás. A representação binária recebida tem a mesma divisão da mensagem humana enviada, ou seja, é composta de sete módulos distintos:

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Primeiro módulo – representação binária de 1 a 10: partindo de cima, a resposta alien de 2001 não apresenta alteração nenhuma quando comparada à mensagem humana enviada em 1974. O alien mostra apenas que a mesma representação binária de origem é válida também na resposta de 2001, fazendo-se, assim, o entendimento recíproco, nos mesmos termos cifrados propostos pela mensagem humana.

 

Segundo módulo – elementos químicos da vida: foi inserido no módulo recebido o elemento químico Silício (Si 14), de número atômico 14, indicando que a vida alien tem esse elemento a mais que os nossos (H1, C6, N7, O8, P15); e como sabemos que o Silício é cinza, a conotação da mensagem com o alien do tipo “Cinza” foi reforçada.

 

Terceiro módulo – fórmula dos açúcares e DNA: não há alteração para os açúcares e os nucleotídeos em ambas as mensagens, mostrando-se comuns a ambas as espécies – ao alien e ao homem.

 

Quarto módulo – dupla hélice e nucleotídeos: de modo surpreendente é mostrada no agroglifo alien, à esquerda, uma terceira hélice de DNA, num arranjo diferente: à direita, há uma alteração na base da hélice e, no centro, uma única mudança nos nucleotídeos, que divide a opinião dos peritos quanto à interpretação. Parece certo que a presença do Silício na composição da vida alien foi responsável pela terceira hélice apresentada e pela alteração substantiva no DNA, mostrado na representação.

 

Quinto módulo – dados do humanoide: o módulo alien apresenta ao centro o desenho de um vulto com cabeça, tronco e membros; o volume do crânio é maior que o do homem e desproporcional ao pequeno corpo do alienígena, com os olhos grandes e bem maiores que os do homem; os braços compridos, as pernas curtas e o pequeno tronco sugerem, no conjunto, embora não iguais nos detalhes, um alien do tipo Cinza, semelhante aos relatados por seres humanos em eventos de abdução; à esquerda, a representação binária mostra uma população alienígena (em 1974), que uns pesquisadores calcularam em 4,3 bilhões e outros, em 12,7 bilhões (a diferença no cálculo se deve às representações binárias nos agroglifos, as quais não estavam nítidas para cálculo, gerando dúvidas); à direta, a representação binária permite concluir que a altura do alienígena é de apenas um metro.

 

Sexto módulo – sistema planetário: a representação do sistema alienígena mostra um Sol menor que o nosso (talvez a metade, ou ainda menor; e nesta condição, segundo estudos abalizados, dificilmente haveria planeta com água líquida para desenvolver vida); mostra, também, nove planetas, como o nosso sistema (nomenclatura de 1974), definindo a grandeza de cada um deles, e diferenciando-os (não há planetas gasosos como Júpiter e Saturno, mas denota haver aqueles como Urano e Netuno); mostra haver planetas rochosos, como no nosso sistema; três orbes estão deslocados em direção ao alien, denotando ser neles o habitat alienígena – os dois primeiros são sugestivamente rochosos, mas o terceiro é diferente, tem um complexo vazado, sugerindo-nos outra dimensão do espaço-tempo, na qual parte de sua população habitaria. Sendo três as esferas habitadas, não seria de estranhar uma população alien bem maior que a nossa. Se for assim, haveria “Cinzas” tanto densos como sutis: o denso, vivendo em dois planetas, e o sutil, numa única dimensão (não se deve confundir esse tipo de vida com a espiritual, vivida nas esferas do espírito).

 

Sétimo módulo – radiotelescópio do alienígena: no último módulo, ocupando toda a linha de baixo, está representado o equipamento de transmissão da mensagem alienígena, diferente do nosso sistema parabólico de Arecibo. Pela complexidade da figura e comparando-a com o agroglifo denominado “A Flor”, surgido a 13 de agosto de 2000, no mesmo campo de Chilbolton, nota-se semelhança surpreendente entre ambos, sugestiva de que o equipamento alien já teria sido detalhado naquele desenho de um ano antes. Contudo, o suposto equipamento ainda hoje não foi devidamente entendido.

 

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Caro leitor, para quem considera os UFOs de modo apenas científico, o significado dos círculos nas plantações talvez só possa ser entendido quando houver um contato de terceiro grau. Na Inglaterra, uma versão espiritualista dá conta de que o fenômeno dos círculos formando agroglifos poderia estar vinculado aos feitos paranormais – outras inteligências conscientes poderiam estar fazendo o serviço. Essas inteligências estariam produzindo os desenhos e querendo mostrar ao homem a responsabilidade dele para com a natureza, sem destruí-la, porque, se assim o fizer, estará destruindo a si próprio. Seria uma espécie de alerta para reflexão do homem.

 

Curiosamente, na feitura dos agroglifos, nota-se, segundo testemunhos, que a entidade executa os desenhos com seu veículo aéreo, mas não dá qualquer informação de si própria. Parece receosa, com medo de algo indefinido ao nosso saber. De fato, numa sessão espírita por nós observada a 8 de outubro de 2008, para retirada de implante alienígena em pessoa assistida, uma das entidades feitoras de agroglifos presente ao evento de modo “oculto” para nós, quando solicitada a manifestar-se quase nada falou de si mesma. Durante a retirada do implante, “ela” repetia um som estranho, em transmissão mediúnico-telepática à médium receptora, algo como um poema religioso: Dza ra ben bin – Dza ra ben ban”.

 

Segundo o espírito-médico, chefe dos trabalhos, o estranho mantra recitado funcionava como prece, dando a entender o Apocalipse 4,11: “Digno és tu, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, pois tu criaste todas as coisas; por tua vontade elas não existiam e foram criadas”.

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Alguns sensitivos interpretam na atualidade que o alienígena esteja precisando de energia provinda das plantas, como se a clorofila, responsável pela coloração verde dos vegetais, lhe servisse de seiva vital necessária ao corpo. Outros consideram que seu interesse se estenderia aos minerais do subsolo.

 

Se for assim, seja de um modo ou de outro, os agroglifos não seriam apenas desenhos para impressionar os homens, mas enigmas para decifração. E o ser humano, refletindo sobre o seu significado, encontraria os porquês, servindo tal prática de preparativo para contatos mais efetivos no futuro.

 

Hoje, há quem considere que os alienígenas precisem de certas energias existentes na Terra e que as estão colhendo nos nossos mananciais. Em razão disto, haveria certo receio dele num contato formal, porque se houvesse represália humana, a vida de uma civilização estrangeira (talvez de outra dimensão do espaço-tempo) estaria em jogo com reflexos negativos para ambas as partes. A Réplica de Arecibo seria apenas uma alusão de que “eles” já estão aqui fazendo o que precisam executar.

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Sobre o Autor

Pedro de Campos

Pedro de Campos

Pedro de Campos nasceu em São Paulo no ano de 1950. Sua mãe é lituana e o pai descendente de portugueses e italianos. É casado e tem três filhos. Formado em Administração de Empresas, é especialista em Planejamento, Contratos Públicos e Telecomunicações. Esteve em missão técnico-profissional na Itália, por dois anos, em empresa multinacional, e ajudou a trazer ao Brasil a tecnologia para fabricação de aparelhos de telex, um avanço para a época. Conheceu o Espiritismo por intermédio de sua mãe, que desde cedo ficou orfã e, por um período de dez anos, esteve interna em um colégio de freiras, onde via e conversava com os espíritos. Quando de lá saiu, sua mãe desenvolveu e aprimorou vários tipos de mediunidade, após diversos cursos realizados na Federação Espírita do Estado de São Paulo. Pedro é pesquisador e autodidata. Conheceu o Espiritismo em 1963, com 13 anos de idade, tendo, a partir daí, participado de sessões práticas semanais no Centro Espírita Ana Belhunas, fundado por sua mãe. CRÉDITO DE IMAGEM: KARINA YAMADA

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