Dó de mim

 03 julho 2015   Em:

Na prática clínica, como psicólogo, é muito comum encontrar pessoas que tem dó de si mesmas. Contam que já sofreram tanto nesta vida que acumularam uma carga de sofrimento tão grande, que chegam a ter pena de si, sem perceber. Com isso, colocam-se na posição de vítimas do destino e não sabem que possuem potencial para mudar suas vidas e serem melhores.

É preciso lembrar que “coitados” não existem. O que existe são pessoas que se colocaram em situações difíceis, se prejudicaram muito e só no futuro se dão conta do quanto se tornaram vítimas de suas escolhas.

Quando aprendemos que temos o destino em nossas mãos, entendemos que não existe o coitadismo.

Muitos se perguntam: – como posso ter o destino da minha vida em minhas mãos se só cabe a Deus traçá-lo?

A resposta é tão simples quanto a pergunta. O destino de sua vida é consequência dos atos que você pratica hoje.

O presente é responsável pelo amanhã. A maneira como você lida com tudo em sua vida hoje, repercutirá no futuro.

Se uma pessoa faz uma reserva financeira em poupança bancária, amanhã terá uma reserva de dinheiro com acréscimo de juros e correção monetária. Se ela não poupar agora, depois terá nada.

Se alguém cuida da saúde, não fuma, não bebe, come pouco e faz refeições sadias, futuramente, terá uma saúde muito boa e mais adiante terá uma velhice ativa e lúcida.

Se a pessoa se trata com desprezo não se dá valor, aceita qualquer coisa que venha dos outros, não seleciona suas amizades, não escolhe os lugares que frequenta, aceita comer qualquer alimento sem julgamento criterioso do que é saudável ou não, amanhã terá sua autoestima baixa, não terá energia para lidar com suas dificuldades e nem terá expectativas ou sonhos que queira realizar.

É importante entender que, o que nos acontece hoje, nasceu no ontem.

Não se trata de azar, hoje estamos vivendo a ausência do cuidado de óntem.

Se hoje estamos vivendo um problema da falta de água é porque não fizemos reservas suficientes ou ainda porque não economizamos ou não fizemos uso consciente. Não somos vítimas de São Pedro e nem é um castigo de Deus.

O que importa é, termos consciência de que precisamos dar o nosso melhor, agora, pois o futuro será a colheita do que plantamos.

Se hoje foi bom e produtivo, o futuro também o será. Por isso é importante cuidarmos do hoje todos os dias.

O vitimismo rebaixa a autoestima e destrói a possibilidade de mudança, ele é paralisante e coloca as pessoas numa situação cômoda, na qual acreditam que o Universo tem que se mover para ajudá-las. Os vitimistas acreditam que devem ser ajudados o tempo todo. Acreditam que as coisas e as pessoas tem que se achegarem até eles. Não movem uma “palha” para que sua situação mude. Ficam esperando…

Sím. Vítima é todo aquele que é sacrificado pelo outro. Porém a vítima tem potencial para sair dessas posições quando ela quiser. Isso faz parte de sua evolução pessoal e emocional. Já encontrei vítimas que reverteram as suas dificuldades e “deram a volta por cima” se tornando pessoas que progrediram e passaram a ter o domínio da vida. E não há nada melhor do que ter o domínio da própria vida.

Para obter esse sucesso é necessário investir em si mesmo hoje, a fim de que amanhã seja melhor.

Construamos agora o que quereremos para amanhã e pelo resto de nossas vidas. Somente cada um pode fazer pela própria vida.

Não podemos depositar nossa felicidade e a arte de viver nas mãos dos outros. Tome conta de si mesmo o quanto puder e livre o outro do peso que você deve carregar, mais ninguém.

Pense o que gostaria de estar dizendo de si mesmo aos seus amigos e parentes quando tiver perto dos noventa anos. Gostaria de dizer que foi um lutador e que dominou a própria vida ou que viveu de favores e encostado nos outros o tempo todo?

Liberte-se agora, faça agora o que quer para si mesmo amanhã.

Fraternalmente.

André Coelho.

Psicólogo – Escritor – Professional e Life Coach

E-mail: psicologoandrecoelho@uol.com.br – Penha – SP – (11) 2641-1314

Site: http://psicologoandrecoel.wix.com/psicologia-clinica

Autor do livro: “O que você está pensando? – Renove seus pensamentos e crie oportunidades”, Lúmen Editorial.

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Sobre o Autor

André Coelho

André Coelho

André Luiz Gomes Coelho, nasceu em São Paulo, capital, no dia 08 de dezembro. Casado, pai de uma filha, Psicólogo Clínico, com Pós-Graduação em Psicologia Analítica – Junguiana, cursou Psicoterapia Breve pela ABRAPE. É Profissional Coach – Mentor & Holomentor (Sistema ISOR®) - Credenciado pelo Instituto Holos. Possui o título de Mestre com defesa de dissertação no Estudo de Estresse na Gerência Média. Também é graduado em Administração de Empresas. Professor Universitário ministrante em mais de dez disciplinas. Trabalhou em organizações multinacionais, governamentais e outras. Autodidata, André Coelho sempre teve sua curiosidade focada no comportamento humano. Hoje, sua atenção está voltada para decifrar as soluções para as dificuldades humanas, e, através do livro “O que você está pensando?”, procura “desmontar” as teorias acadêmicas e clássicas da Psicologia em prol de muitos, tornando-as unidades menores para maior entendimento do público em geral.

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