ENTIDADE ULTRATERRESTRE DISCUTIDA NO NOVA CONSCIÊNCIA

 12 Maio 2015   Em:

Ultraterrestre (UT) é termo vindo do latim. Está composto de: ultra, “que está além”; + terrestre, “da Terra ou a ela referente como matéria”, “denso e transitório”. Por definição, é uma criatura cuja densidade corpórea está além da matéria terrestre, fora dos limites da matéria densa, embora tenha corpo transitório, dotado de ciclo vital limitado. Considerando que os orbes do universo foram compostos pelos elementos fundamentais que também formaram a Terra, esse tipo de vida, postulado de existir nas esferas suprafísicas planetárias e nas profundezas etéreas do cosmos, estaria numa vibração além dos limites da matéria física.

Pedro de Campos no programa Nova Consciência, de Jether Jacomini Filho

Pedro de Campos no programa Nova Consciência, de Jether Jacomini Filho

Algumas características dessa criatura insólita foram relatadas nos contatos ufológicos. O UT é tido como entidade alienígena de outra dimensão do espaço-tempo, seja deste universo ou de outros paralelos. Trata-se de uma criatura diferente do espírito. Embora semelhante a ele por ser invisível aos nossos olhos, diferente dele está encarnada numa esfera não espiritual. Assim como o homem, tem um ciclo vital: nasce, cresce, amadurece, reproduz, envelhece e morre. Pode ultrapassar as raras dimensões do espaço-tempo e materializar seu corpo na terceira, de modo semelhante ao espírito; contudo, enquanto o espírito se materializa por “ectoplasmia”, usando fluídos corpóreos do médium, o UT o faz por “teleplastia”, adensando seu próprio corpo constituído de uma espécie de energia, um plasma luzente postado numa oitava acima da vibração da matéria densa, que lhe permite manipular a luz própria e agregar substratos do mundo visitado, podendo plasmar quase tudo em termos materiais.

 

Foi o astrônomo e espiritista francês, Camille Flammarion (1842-1925), quem grafou pela primeira vez o nome “ultraterrestre” em obra literária. Ele o fez no livro Récits de l’infini, publicado na França, em 1872. No Brasil, a obra foi publicada em 1938, pela Federação Espírita Brasileira (FEB), com o título de Narrações do Infinito. Traduzido para o inglês com o título Lumen, é encontrado hoje nas livrarias da Europa e monopoliza a atenção de muitos aficionados. A entidade UT, descrita na Primeira Narrativa, causou impressão positiva. Hoje, o termo é usado para definir entidades “menos materiais”, encarnadas nas esferas dimensionais dos mundos físicos e nas profundezas etéreas do cosmos. Chico Xavier registrou tais criaturas, sem citar o nome, no livro Cartas de uma morta [Lake, 1981]. E, no livro Universo profundo [Lúmen Editorial, 2003], nós, por instrução espiritual, retomamos a designação com novos desenvolvimentos para consolidar a definição aqui expressa.

 

Quem examina as obras da Doutrina Espírita, nota que Allan Kardec registrou nelas um cosmos de composição quântica, por assim dizer, composto de várias dimensões, dentre as quais: a dimensão do foco inteligente (espírito), a do molde biológico semimaterial (perispírito), a do corpo menos material (encarnação ultraterrestre), a do corpo material sólido (encarnação terrestre e extraterrestre), a do corpo mais material (encarnação em organismos semelhantes a cristais), e outras vibrações da matéria ainda distantes da percepção humana. Se no século XIX tais planos eram quase inconcebíveis, hoje, porém, eles repontam com chance científica, considerando-se que o mundo da ciência postula a existência de onze ou mais dimensões onde a matéria vibra em forma de partículas de energia.

 

Nas estratificações rarefeitas da escala energia-matéria, haveria uma química sutil e uma física de partículas juntando estruturas numa oitava acima da nossa vibração tridimensional, onde haveria mundos etéreos e entidades vivas neles evolucionando “encarnadas”, por assim dizer. Nas esferas apenas espirituais desses mundos, o espírito formaria um molde perispiritual capaz de compor a nova bioforma corpórea, plasmando, depois, durante o processo “encarnatório”, um corpo de energia própria do mundo de nascimento, e dele faria uso para evolucionar longamente num ambiente quase sublimado.

 

Com os avanços da Física teórica, tal hipótese reponta hoje como proposição pensável, corroborada historicamente pelos argumentos incomuns das Escrituras Sagradas, que registram a visita de entidades ultrafísicas nas chamadas “carruagens de fogo”, dotadas de grau evolutivo avançado. Se na Antiguidade era impossível o entendimento científico da questão, o mesmo não se dá hoje sob a ótica das chances teórico-científicas e sob a da Ufologia, cuja casuística, em parte, sugere a incidência de entidades ultrafísicas detentoras de refinada tecnologia.

 

Segundo os espíritos codificadores, o encarnado em corpos “menos materiais” (UTs)  está presente nas esferas dimensionais dos planetas do Sistema Solar [O Livro dos Espíritos, P.188ndr; A Gênese VI,61; XIV,8]. Tem-se que nessa bioforma incomum o espírito “encarne”, por assim dizer, para cumprir um ciclo de vida e adquirir experiência estagiando numa ordenação de vida sem as dificuldades e o peso da matéria densa [O Evangelho segundo o Espiritismo III:8-18; XXVII:77]. Hoje, embora se cogite, em teoria, dessa natureza de vida, trata-se de algo ainda totalmente alheio ao saber científico.

 

Essa entidade incomum, segundo os espíritos, usa de nave etérea, por assim dizer, chamada “morada de pássaros” [Revista espírita, FEB, ago. 1858], engenho construído no mundo das partículas, e viaja num hiperespaço composto de várias dimensões. Pelos contatos hoje testemunhados, sabe-se que o UT pode converter, por tempo relativo, seu próprio corpo e seus engenhos em massa similar à terrestre, ficando tangível no nosso mundo tridimensional. Essa seria a razão de os nossos instrumentos aeronáuticos registrarem a presença de tráfego UFO em certos distritos espaciais, sem chance de positivação concreta das autoridades, haja vista a súbita reversão do processo de materialização na nossa atmosfera.

 

Na Terra, a comunicação do UT é geralmente por telepatia, clarividência e, eventualmente, por contato pessoal quando materializado. Em seu estado original ultrafísico, a entidade não incorpora médium, mas pode fazê-lo ocasionalmente, embora de modo não ostensivo, caso emancipada do corpo; na nave, geralmente, comunica-se com a alma humana desprendida do corpo, mas pode fazê-lo também com o homem em estado natural de vigília, se estiver materializada; pode manifestar-se inclusive através de aparelhos, na chamada TCI-Alien.

 

Deve-se ter em mente que o UT não é o extraterrestre (ET) procurado pelas investidas científicas do homem, pois se trata de uma inteligência suprafísica. O ET procurado pela ciência haveria de ter corpo sólido, eclodido e evolucionado em ambiente tridimensional como a Terra, sem necessidade de ser igual ao homem na aparência e na constituição orgânica. Sendo biologicamente denso, para vir à Terra e vencer as monumentais distâncias interestelares precisaria de “nave espacial superavançada” e viajar por “atalhos universais” ainda insondáveis. O ET não seria uma entidade sutil de dimensão paralela como o UT, que adensa o corpo e se materializa, mas um ser de corpo denso, nascido em mundo tridimensional, que é transportado fisicamente em cosmonave.

 

Na Ufologia, acredita-se que o ET viria à Terra viajando pelos Buracos de Minhoca (Warmholes) – uma formação de tubos no espaço-tempo que permitiria viagens quase instantâneas no cosmos. Os esforços científicos financiados pela tributação do povo são para encontrar ETs de natureza sólida, gente como nós, criaturas que estariam muito distantes do Sistema Solar. Contudo, por ora, nenhum planeta assim foi achado.

 

Estando o ET tão distante, tal viagem teria de ser raríssima, mas a verdade é que estamos diante de inúmeros casos ufológicos, de incontáveis testemunhos de contato e relatos numerosos de abdução. Diante dessa fartura, ao examinarmos as diversas hipóteses em voga, a Teoria Ultraterrestre leva nítida vantagem sobre as demais. Na atualidade, para a maior parte do público aficionado de Ufologia e frequentador de congressos, os nossos visitantes, em sua maioria, seriam entidades ultrafísicas – UTs, como as designara Flammarion.

 

Nos livros, Universo Profundo [Lúmen Editorial, 3ª ed. revista e ampliada 2011] e Os Escolhidos [Lúmen Editorial, 2009], bem como no vídeo Os Aliens na Visão Espírita [DVE-001, shopping da revista UFO, 2009] encontram-se pesquisas sobre os famosos contatos de George Adamski. Para este contatado, as entidades diziam vir de Vênus, Marte e Saturno. Em sua época, ainda não era claro aos científicos se haveria vida inteligente em tais planetas. Sobre isto, Adamski escreveu dois livros, reuniu inúmeras fotos, filmes e depoimentos de testemunhas que com ele avistaram naves e seres daqueles planetas. Para tais testemunhas, os contatos eram efetivos, reais e concretos.

 

Contudo, alguns anos depois, as ciências espaciais em franco desenvolvimento vieram mostrar a todos, inclusive àquelas testemunhas, que nos demais planetas do Sistema Solar não havia ninguém físico. Então, alguns deram Adamski como louco; outros, disseram que os alienígenas mentiram sobre o planeta de origem; e outros, ainda, em razão das evidências, consideraram que as criaturas eram seres ultrafísicos materializados (UTs). Caro leitor, leia os livros, assista aos vídeos e conclua por si mesmo sobre fatos reais.

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Sobre o Autor

Pedro de Campos

Pedro de Campos

Pedro de Campos nasceu em São Paulo no ano de 1950. Sua mãe é lituana e o pai descendente de portugueses e italianos. É casado e tem três filhos. Formado em Administração de Empresas, é especialista em Planejamento, Contratos Públicos e Telecomunicações. Esteve em missão técnico-profissional na Itália, por dois anos, em empresa multinacional, e ajudou a trazer ao Brasil a tecnologia para fabricação de aparelhos de telex, um avanço para a época. Conheceu o Espiritismo por intermédio de sua mãe, que desde cedo ficou orfã e, por um período de dez anos, esteve interna em um colégio de freiras, onde via e conversava com os espíritos. Quando de lá saiu, sua mãe desenvolveu e aprimorou vários tipos de mediunidade, após diversos cursos realizados na Federação Espírita do Estado de São Paulo. Pedro é pesquisador e autodidata. Conheceu o Espiritismo em 1963, com 13 anos de idade, tendo, a partir daí, participado de sessões práticas semanais no Centro Espírita Ana Belhunas, fundado por sua mãe. CRÉDITO DE IMAGEM: KARINA YAMADA

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