Entrevista exclusiva com a médium Maria Nazareth Dória

 26 março 2015   Em:

Maria Nazareth Dória, uma intensa produção

 Já são 13 obras lançadas pela Lúmen Editorial, livros dos espíritos Helena, Irmã Maria e Luís Fernando, o querido Pai Miguel de Angola. Em todos eles, ensinamentos de amor, humildade e convivência fraterna. Nesta entrevista, Nazareth fala de seu mais recente lançamento, o livro “Confissões de um suicida”, 248 páginas, formato 14 x 21 cm e preço R$ 27,90. Uma obra esclarecedora para que acha que a morte acaba com todos os problemas.

Site – Nazareth, o livro “Confissões de um suicida” é o seu 13º livro pela Lúmen Editorial. Qual o balanço de seu trabalho literário mediúnico ao longo desses anos?

Maria Nazareth Dória – O livro “Amor e Ambição” foi publicado em 2003 pela Lúmen Editorial, a quem eu agradeço profundamente a oportunidade. Depois, vieram, em sequência, outras obras de grandes valor espiritual. Porém, “Amor e ambição” é e será sempre o meu livro preferido, pois retrata a história de meu pai biológico. Após o seu desencarne fiquei muito mal, lutava para compreender sua partida repentina, tinha muitos projetos para viver ao lado dele, e vi tudo ir embora com a morte física de meu pai. Pouco tempo depois de sua morte (passagem), concentrada em minhas orações, saí do corpo e o encontrei totalmente diferente. Fui convidada a acompanhar e assistir tudo o que está escrito nesse livro, foi tudo tão rápido, voltei e resolvi colocar no papel. Depois desse dia, vivi muito mais convencida da existência efetiva do mundo espiritual, sou uma médium “São Tomé”, tenho dificuldades em acreditar de imediato na presença de um espírito. Até que fique provado que não são fenômenos físicos, tenho medo de errar com a espiritualidade, por isso investigo muito até me convencer de que realmente a espiritualidade está atuando independente se creio ou não creio neles.

E a maior prova de amor que já recebi de meu pai biológico foi no dia de aniversário de sua morte, dia 08 de julho de 2003. Liguei meu computador e lá estava a capa do livro “Amor e Ambição”, enviada pela Lúmen, me debrucei no computador e chorei de alegria com muita emoção.

Não tenho palavras para expressar minha gratidão à Espiritualidade, à Lúmen Editorial e aos leitores o quanto tenho aprendido todos nesses anos de trabalho com a psicografia. Um trabalho mediúnico que disciplina, educa e esclarece, não apenas os leitores, mas em primeiro lugar o médium. A emoção, em cada livro publicado, traduz-se como o nascimento de um filho. Até chegar às mãos dos leitores passou por um trabalho criterioso, tanto da espiritualidade, como do autor e do editor, pois a responsabilidade e a preocupação são sempre voltadas para os leitores.

Nesta nova obra, “Confissões de um suicida”, o espírito Helena nos conta a história de José Carlos, um trabalhador rural que se suicidou em sua vida anterior e hoje nos auxilia mostrando os verdadeiros valores da vida.

Site – Fale-nos um pouco da trajetória de José Carlos e sua recuperação na espiritualidade.

Nazareth – Estamos atravessando um momento muito difícil e esse livro chega às mãos de nossos leitores em hora bem oportuna. Os livros editados pela Lúmen Editorial não se restringem apenas ao território brasileiro, mas também são levados a muitos irmãos em outras nações. Este livro tem o propósito de ajudar a esclarecer e incentivar as pessoas que estejam sofrendo de depressão por perdas diversas e acham que a morte é a solução para suas dores. Esse querido irmão revela, em detalhes, pormenores de sua atitude impensada, quando retirou sua própria vida e, apesar de todos os sofrimentos, não foi desamparado, recebeu uma nova oportunidade para reparar seus erros. Os leitores vão chorar e também rir em cada capítulo, e, quando o terminarem de ler o livro, tenho certeza que carregarão consigo um grande ensinamento: A VIDA É UMA DÁDIVA DE DEUS.

Site – O suicídio nunca foi saída para a resolução de nenhum problema. Quais as consequências para o espírito que se suicida?

Nazareth – Não corremos o risco de nos enganarmos quando se trata da Justiça Divina. A Justiça dos homens é falha, foi criada pelo homem, mas a de Deus é 100% confiável, pois foi criada por Ele. Nossos irmãos suicidas são avaliados e a cada um é aplicado um tratamento espiritual, que certamente é longo e, muitas vezes, doloroso. Não existe uma regra geral para todos os casos, pois cada situação é analisada individualmente. No relato de nosso irmão José Carlos, ele nos conta que ficou em uma cela, isolado, até completar seu tempo físico na matéria, conforme sua programação espiritual. Após esse período, foi levado ao grande júri, onde nenhum irmão o condenou. Mas, ele mesmo, conscientizado de seus erros se entregou humildemente e ficou trabalhando a espera de novas oportunidades e, no tempo certo, ele foi agraciado.

Site – Você também trabalha com o espírito Luís Fernando, o conhecido Pai Miguel de Angola, autor de vários livros sobre o período da escravidão no Brasil. Quais os ensinamentos que os escravos nos deixaram?

Nazareth – Pai Miguel de Angola é um ser de muita luz e grande sabedoria. Em cada uma de suas obras ele retrata o sofrimento de uma determinada época, pois a escravidão no Brasil se estendeu por vários séculos. Toda conquista alcançada pelos escravos, na vigência da escravatura e até após ela, só foi possível através da união e da força nata do amor de Deus em cada ser que crê e acredita em um amanhã melhor para seus descendentes.

Graças à força e à fé desses guerreiros que lutaram por nós, muitos brancos na pele e no coração, e muitos negros na pele, mas brancos na alma e no coração, estamos vivendo juntos hoje, não uma vida ideal, mas muito melhor do que eles viveram antes de nós.

Site – O Brasil vem passando por momentos difíceis em sua trajetória. Será que nosso país já se livrou dessa dívida contraída com o período da escravidão?

Nazareth – Ainda enfrentamos preconceitos, muitas discriminações, e as grandes e velhas hierarquias não abrem mão do Poder. Tudo isso acaba se refletindo negativamente na formação de nosso povo. O Poder desencadeia revolta e estamos vivendo esse momento! Muitos jovens se perdem pelos caminhos das drogas, e tornam-se “escravos” de outros senhores. As escolas estão sem recursos, os professores sem incentivo nenhum para continuar sua arte, pois lecionar é uma arte, é um dom, e os nossos filhos acabam por perder essa riqueza que é o SABER que escorre pelas mãos dos mestres, por não terem nenhum respaldo de quem governa o país. Recua o professor, pois corre riscos dentro da escola. E a Educação é a raiz da árvore chamada vida.

Ainda vivemos, e acredito que ainda levará um bom tempo, para que os resquícios da escravidão desapareçam das terras brasileiras. Ainda permanecem incrustados em muitos corações a violência, a desigualdade e o pouco caso com os seres humanos, desprovidos de bens materiais.

Site – Deixe sua mensagem final para seus leitores e amigos sobre a importância da fé e do trabalho em auxílio ao semelhante.

Nazareth – Quero expressar os meus sinceros agradecimentos aos leitores, não apenas de minhas obras, mas das obras espirituais de todos os médiuns da Lúmen Editorial. São médiuns comprometidos com o trabalho da espiritualidade, transmitindo a riqueza trazida dos iluminados irmãos que só querem o nosso bem. Em cada livro psicografado deparamo-nos com grandes ensinamentos, oferecendo a você, leitor, a oportunidade de buscar, de conhecer e de se envolver com as obras do nosso Mestre Jesus.

Não existe riqueza maior do que fazer o bem! Não deixe de praticar boas ações, mesmo que tenha sofrido na pele discriminações, injúrias, e outros males. Tenha sempre a dizer a si mesmo: “Vou sempre ajudar quem precisa, pois fazer o BEM me faz muito BEM!” Quando fazemos essa opção em nossas vidas, Deus está sempre nos requisitando! Faça o BEM sem olhar a quem, mesmo que essa pessoa não seja aos seus olhos merecedora de receber tal ajuda. Lembre-se: você está doando a Deus.

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Sobre o Autor

Celso Maiellari

Celso Maiellari

Celso Maiellari nasceu em São Paulo no dia 06 de novembro. Graduado em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, é jornalista profissional desde 1.981, tendo atuado em revistas de circulação nacional e em Assessorias de Imprensa de grandes empresas dos setores tecnológico e financeiro. Espírita desde os 16 anos, fez cursos e trabalhou na Federação Espírita do Estado de São Paulo, além de participar das atividades de diversos centros espíritas da capital. Foi editor e articulista do Jornal Espírita e é editor da Lúmen Editorial desde 1.991.

Comentários

2 Comentários em “Entrevista exclusiva com a médium Maria Nazareth Dória”

  1. Elaine disse:

    Gostei muito da entrevista com a Mãe Nazareth sempre aprendemos algo com ela .

  2. Eliane Macarini disse:

    Muito amor e esperança são transmitidos por Maria Nazareth no seu trabalho como co-autora de livros maravilhosos, no seu trabalho junto as equipes de socorristas, na sua casa espírita e junto aos amigos e família. Um raio de luz que visita a humanidade. Rogo ao Pai Maior que a envolva em doces vibrações de amor e paz.

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